Iaiá Djemé esteve na semana passada um pequeno passo de se tornar protagonista de algo que valeria como uma escalada na desfiguração por que a democracia em África tem passado. É verdade que também há ricos exemplos de experiências democráticas, mas ao todo são uma excepção, Presidente da Gâmbia nos últimos anos, Djemé recusava-se obstinadamente a deixar o cargo que perdera em consequência de uma inesperada derrota eleitoral. Comportou-se como deve ser quando, num primeiro momento, reconheceu a derrota, mas estragou tudo depois de ter passado a contestar a limpeza da vitória eleitoral do seu adversário e a usar o truque para se manter no poder. Quando finalmente reconsiderou, cedendo o lugar ao vencedor das eleições, não deve ter sido tanto porque coisas elementares, como a decência e prudência, o aconselharam a fazê-lo, mas sob pressão. Estava a esgotar-se o prazo que lhe fora dado para o fazer, sob pena de assistir, provavelmente indefeso, à entrada no seu territóri...